Dia 11 - Oitavo dia de viagem - Domingo
INÍCIO 6:50 h FINAL 17:10 h
ODO ini 9439 ODO final 9525
RT 4:34:54
AVG 18.69
MAX 43
DST 85.65
As grandes montanhas tinham definitivamente ficado para trás, ainda vou pegar alguns montes que vão me fazer descer da Emília e empurrá-la, mas nada que se compare a dureza que tinha deixado para trás.

O asfalto era muito bom e olhando o que tinha passado podia ver os montes que já tinha superado
Mas se de um lado o asfalto era muito bom, o calor era insuportável e os vazios demográficos terríveis, ou seja pedalava por quilômetros e quilômetros, sem encontrar absolutamente ninguém, ou seja a minha reserva de água acabava com muita facilidade e eu não conseguia encontrar onde me reabastecer e nem pensar em pedir água para os carros que estavam passando, a medida que você se aproxima de um grande centro urbano, as pessoas ficam naturalmente receosas.

Agora as subidas eram discretas, mas muitas vezes pedalava mais de meia hora subindo, ainda bem que tudo o que sobe também desce.
Hoje pela primeira vez o meu pneu traseiro furou e troquei no meio da estrada, é claro que isso é uma tarefa nada agradável e que em vias de regra precisa ser feito com o máximo de cuidado e sozinho. Quando eu tenho um furo no pneu, eu sempre troco a câmara e depois levo a furada para o próximo borracheiro que eu encontrar.

Essa figura, tem uma catarata e "consertou" a câmara no tato :-))
Mais um dia passou e estou próximo de Ferreira Gomes, e do lado da borracharia tinha um restaurante de beira de estrada e resolvi parar por lá mesmo.
Tomei banho, comi alguma coisa e depois armei a minha rede e dormi, mas um dia se passou, agora estou mais próximo do meu destino nessa jornada.

Na estrada a gente sempre sabe onde acorda, mas nunca se sabe onde é que se vai dormir.